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Atualizado em 18/01/2017 às 09:32:30


Cadeias superlotadas deixam forças de segurança em alerta

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Foto: Arquivo FOLHA

» Das cinco cadeias públicas da região, apenas a de Cornélio Procópio não está superlotada, mas já trabalha no limite com 156 presos

As rebeliões causadas por facções criminosas em diversas partes do País deixaram também o Norte Pioneiro do Paraná em alerta. A região abriga cinco cadeias públicas: em Andirá, Cambará, Cornélio Procópio, Santo Antônio da Platina e Jacarezinho.

Segundo informações do Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen), apenas em Cornélio Procópio não há superlotação, porém, encontra-se em sua capacidade máxima, com 156 presos alojados. "Nas outras cidades a situação é crítica, pois estão com o dobro de pessoas além da sua capacidade. Existe também um grande número de detentos abarrotando as carceragens das delegacias, como em Santa Mariana, Bandeirantes e Andirá", afirma o diretor-geral do Depen, Luiz Alberto Cartaxo Moura (foto).

A proximidade da região com o estado de São Paulo faz com que o Depen tenha cuidados específicos com o Norte Pioneiro. "Existem presos filiados do PCC e do Comando Vermelho. Sempre que somos notificados sobre a presença deles, fazemos um levantamento de inteligência. Ao constatar que se trata de elemento de alta periculosidade, que pode causar tumulto, nós o transferimos para presídios mais preparados", explica o diretor.

Segundo Cartaxo, em 2016 alguns presos do Norte Pioneiro foram transferidos para essas prisões por pertencerem a facções. "Não podemos divulgar em quais cadeias estavam, nem onde estão agora", explica. O diretor ressalta que, desde outubro, quando iniciou a guerra entre o PCC e o Comando Vermelho, o Depen procura separar os membros de facções rivais em presídios diferentes para evitar brigas, porém, não informou em quais presídios está cada facção.

Apesar da preocupação com a superlotação, Cartaxo acredita que dificilmente ocorrerão rebeliões nas cadeias do Norte Pioneiro. "Estamos sempre em alerta. Não constatamos movimentações perigosas até o momento na região. Acho difícil ocorrer".

Para prevenir, logo após as rebeliões registradas em Manaus, todos os presídios do Estado foram paralisados durante três dias. Em Cornélio Procópio, uma operação ‘pente-fino’, realizada na cadeia no dia 6 de janeiro, apreendeu 78 celulares (um aparelho para cada dois detentos), 50 baterias de celular, 12 carregadores e 173 gramas de maconha.

Apesar de constatada a existência de membros de facções em cadeias do Norte Pioneiro, o delegado chefe da 11ª Subdivisão Policial de Cornélio Procópio, João Manoel Garcia Alonso Filho (Foto), afirma que as facções não atuam em Cornélio e região. No entanto, ele explica que já houve prisões de pessoas que se diziam filiadas. "Geralmente atuam com o tráfico, porém, não acreditamos que os pequenos grupos traficantes existentes aqui estejam ligados a essas facções", afirma.

Investigações apontam que membros faccionados teriam explodido caixas eletrônicos na região, entre eles o de Uraí, em julho do ano passado. "Mas seriam pessoas de São Paulo, não da nossa região", diz Alonso.

Segundo o delegado, quando há informações de pessoas ligadas a facções, uma operação é realizada para prender o suspeito. "Imediatamente comunicamos à Divisão do Interior da Polícia Civil, o Judiciário e o Ministério Público. Quando é confirmada a informação, o preso é transferido. Quase todo semestre temos transferências por esses motivos, mas geralmente são pessoas de fora. Não existem grupos faccionados em atuação na nossa região".

Em Jacarezinho, o superintendente da 12ª Subdvisão Policial, Emanuel Mimi da Silva, afirma que alguns presos da cadeia pública da cidade possuem envolvimento com o PCC. "Mas não podemos dizer que existe uma atuação pontual. Eles não comandam a cadeia ou controlam comunidades locais, como ocorre em grandes cidades", explica.

Segundo Silva, os grupos traficantes que existem em Jacarezinho e região não são tão bem organizados e não possuem influência direta dessas facções. "Pode existir um membro ou outro ‘batizado’, mas não o grupo todo. São no máximo simpatizantes. A atuação dessas facções não reflete diretamente no crime em nossa região", afirma

Redação Cornélio Notícias, com reportagem de Rubia Pimenta - Especial para a FOLHA DE Londrina

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